segunda-feira, 23 de março de 2009

E naquela semana

Alguém foi embora, outros sentiram saudades, ela foi estuprada, eles vão se casar, um belo homem encontrou alguém, o poeta perdeu a inspiração, ela mudou, ele mentiu.

Vigésimo-terceiro dia

Ela estava linda, mas faltava os olhos.
Os olhos de Susan eram castanho-claros.
O poeta não encontrou inspiração naquela mulher.
Passaram na óptica, era isso!
Lentes de contato!
"Meu bem, não seja tolo."
"Vai ficar linda."
"Pra que?"
"Pois combina com teu rosto."
"Já não sou linda?"
"É! E muito, meu bem, és a mulher mais linda deste mundo!"
Uma mentira.
"Tudo bem, meu amor, se este é teu fetiche."
"Obrigado, meu amor, te quero tanto."
Duas mentiras.
"Estou a parecer Dulce agora, não acha?"
"Esta muito mais linda!"
Três mentiras.

Vigésimo-segundo dia

"Eu quero um tom de ruivo mais claro."
Susan estava sentada na cadeira do salão de beleza folheando uma revista de penteados na moda.
"Aconselho um vermelho cereja, seu loiro é bem claro."
"Isso mesmo."
Ela olhava através do espelho, ele sorriu.
"Pode começar."
"Vamos mudar isto aqui."
Ia funcionar.

Vigésimo-primeiro dia

Uma pilha de papeis amassados se junta ao lado da escrivaninha.
"Sem Dulce, sem poesia." Concluiu.
O filho já estava na pré-escola e cheio de perguntas ao pai.
E se recusava a comer morangos.
A mão não discutia, achava que ele tinha nascido assim, trocara os morangos da torta por cerejas, simples.
Trocar Dulce por Susan não era tão simples.
As vezes ele parava e se perguntava se realmente amava a esposa. A resposta era sim.
Ele não conseguia deixa-la.
Mas ela não o inspirava.
Ela não era ruiva.
Não tinha olhos azuis.
Por enquanto.
Levantou-se, foi até a cozinha, beijou-a.
"Meu amor." Pegou um tufo de cabelo. "Já tentou o ruivo?"
Ela considerou a ideia.

Vigésimo dia

Aaron era um homem não muito alto, cabelos loiro-escuro, olhos acinzentados, maçãs do rosto bem projetadas e nariz levemente torto. Uma beleza única e muito apreciável.
Dulce conheceu-o enquanto trabalhava como secretaria em uma empresa, secretaria dele, como devem ter pensado.
De inicio Dulce só ficou com o homem por ganância, estava na miséria e precisava de dinheiro para sustentar seu materialismo.
Aaron é o homem perfeito para mulheres assim.
Bonito.
Rico.
Inteligente.
Dulce se apaixonou por isso.
Eles tiveram uma filha juntos, o nome dela é Soraya.

Décimo-nono dia

Uma tarde comum na casa do protagonista.
Ele escrevia.
A esposa limpava.
O filho assistia a TV.
O telefone tocou e a esposa atendeu.
"Oh, olá, Dulce!"
"Que quer Dulce agora?" Pensou o protagonista.
Ele mentiam pra si mesmo a vontade de passar a mão naqueles cabelos ruivos e macios. Acariciar aquele rosto suave e pálido. Beijar seu pescoço...
"Que bom! E qual é o nome dele?"
O poeta ficou confuso.
"Oh espero que sejam felizes!"
O resto da conversa não é tão interessante.
"Ela vai se casar." Disse-lhe a esposa.
"Quando?"
"Em dois meses."
Pois em dois meses perderia os olhos azuis.

Décimo-oitavo dia

A noite era fria e escura demais para os olhos azuis andarem sozinhos pelas ruas de Paris.
Dulce ouviu passos e se sentiu perseguida, correu para procurar alguém, mas parecia que todos a haviam abandonado.
Abandonada, de novo.
Algo puxou seu braço e ela teve seu grito abafado por uma mão.
"Ferme ta bouche et ne bouge pas." O estranho disse.
"Ne me touche pas!"
Em vão.
E este será o destino dos olhos azuis.

Décimo-sétimo dia

"Eu também estou com saudades, como vão as coisas por aí?"
Já haviam se passado dois meses da partida de Dulce para Paris e a esposa falava com ela ao telefone.
"Estamos bem aqui, e sim, faremos uma visita em breve."
Uma visita, era isso, o nome da poesia: A Visita!
"O livro dele esta para ser lançado, ah, obrigada, sim, sim, será um sucesso com toda a certeza!"
Ou o nome do livro deveria ser "À Dulce, Inspiração que salva"?
"Tudo bem, espero que passem bem aí."
"Mande lembranças."
"Ele está mandando lembranças."

Décimo-sexto dia

O carro seguia em alta velocidade para o aeroporto, ignorando a chuva, o transito, pedestres, outros carros. Saiu correndo do carro em direção ao setor de embarque.
Avistou-a.
"Você não pode ir embora!"
Ela colocou a mala no chão e pegou o filho no colo.
Virou-se e ele veio em sua direção.
"E porque não?"
"Por que eu te amo."
O choque.
"Você nunca me disse isso, é um apelo, não?"
"Não, é claro que..."
"Escute, não confio em você."
"Foi."
"Sai da minha frente ou chamo o segurança."
Ele entendeu que não havia nada que pudesse fazer.
E foi assim que seu filho 'alternativo' e a ruiva de olhos azuis foram para Paris viver com a familia.

terça-feira, 3 de março de 2009

Priscila A. V.



Como não somos mais crianças, do que prova a ciência e a física, de nada a de provar a minha mente e nem a tua. Nelas caminham juntos sonhos tão infantis quanto o que queremos ser. O que mudou até hoje?
Parece que foi tudo tão rápido, mas demorou tempos para este dia chegar, e é um dia esperado e adquirido com muita luta, sim, pois este é o começo de mais um ano de vida, o que muitos dariam para ter.
Somos felizes, somos jovens, podemos correr, podemos cantar e sorrir como se o dia fosse único.
E esta é a minha idéia, transformar todos os dias de alegria de sua vida em um único dia, que por acaso é hoje! Quero que cante, que sorria, que corra e que faça tudo o que tiver vontade neste dia tão especial e tão bem-recebido!
Seja feliz, Pree, sempre.
Não esqueça de ser feliz.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

E naquela semana

Fiquei sabendo de um telefonema, poesias para a pessoa errada, pessoas que falavam sozinhas, apresentações, um aniversário, uma musica e ciúmes.

Décimo-quinto dia

Ele nunca imaginaria que ela sentisse ciúmes, mas ela sentia.
Toda vez que ele beijava a outra em sua frente ela sentia.
Quando chamava seu filho "oficial" de filho e seu filho "alternativo" de garoto, ela sentia.
Se ele dissesse que amava a esposa em sua frente, ela sentiria.
Quando ele a esnobava, idem.
Era uma rotina, o ciúmes.
Já era rotina.

Décimo-quarto dia

"Eu não sabia que tocava piano."
"E eu não sabia que ainda estava aqui."
"Estou ajudando na limpeza."
"Ótimo."
Ela sentou-se ao lado dele.
"Posso tentar?"
"Vá em frente."
Tocaram juntos.
"Meu tio-avô me ensinou alguma coisa."
"Estou vendo."
Ela tocava até que bem.
"Eu queria não ser um estorvo." Ela disse.
"É culpa minha."
"Tem razão."
E aí veio o beijo.
Aí vieram os passos.
Aí veio a desculpa, e ela se foi.
A esposa tomou o lugar dela naquela noite.

Décimo-terceiro dia

Elas faziam um bolo de aniversário de um ano enquanto conversavam.
Ele só pensava na bomba que explodiria um dia com elas juntas.
Quando olhos azuis foram amarrar bexigas no jardim, ele os seguiu. Lá, pegou bexigas para um disfarce de conversa.
"Não sei como começou." Disse enquanto amarrava bexigas. "Mas sua amizade com minha mulher me incomoda."
"Acho que minha presença é o que te incomoda."
Era verdade.
Tudo nela agora o incomodava: os olhos, o cabelo e sua cor, a face pálida e perfeita, tudo.
"Você está linda neste vestido."
E saiu para ajudar a esposa na cozinha.

Décimo-segundo dia

Ela apareceu na porta com um bebe ruivo.
Ele perguntou o que ele fazia lá.
Ela disse que queria mostrar seu filho.
Realmente, era lindo, mas ali não era hora e nem lugar, e não tardou até que a esposa aparecesse.
"O filho da advogada." Disse ele.
A advogada forçou um sorriso.
"Mas que lindo bebê." A esposa disse. "E que bela advogada."
"Obrigada, aliás, meu nome é Dulce." A advogada apertou a mão da esposa.
"Prazer, Dulce, sou Susan."
Trocaram sorrisos enquanto o protagonista passava por apuros.
"Entre, Dulce." A esposa convidou.
Ele não pôde impedir, mas elas ficaram amigas.

Décimo-primeiro dia

Afinal, o que ele estava fazendo ali naquela escuridão complexa? Ele ouviu a própria voz questionar isso e respondeu a ela.
Tentou levantar mas não pareceu se mover.
Estava frio, e escuro.
O único consolo era ouvir a própria voz, e ele o fez. Citou livros e livros dos mais belos poemas que havia lido em toda a sua vida.

Décimo dia

Enquanto misturava os ingredientes para fazer uma torta, ela encontrou a pasta de poesias dele sobre a mesa. A curiosidade, como sempre, falou mais alto, ela deixou a mistura sobre a mesa e abriu a pasta.
Ao ler a primeira poesia, examinou-a.
Leu a segunda.
A terceira.
Sentiu algo escorrer de seus olhos.
Limpou a lágrima.
"Ele me ama"
Ele entrou na cozinha.
"Ainda me ama."
Ela se levantou e beijou-o.
Ele ficou confuso.
Pouco amor renasceu ali.

Nono dia

Ela decidiu perguntar por onde ele andava em todas aquelas noites nas quais ela chorava sozinha na cama.
"Eu preciso ficar sozinho com minhas ideias."
"A cozinha é um lugar solitário e quieto a noite."
Ele só lançou um olhar desaprovador e ela se calou.
O telefone tocou e ela atendeu.
Uma voz suave perguntou dele, a voz era de uma mulher ruiva de olhos azuis.
A esposa estava prestes a perguntar quem era mas ele tomou o telefone de sua mão e simulou uma conversa segura.
Na cama ele alegou ser a advogada.
"Não sabia que ele tinha uma advogada." Ela pensou.
"Não sabia que ela tinha meu telefone." Ele pensou.

E naquela semana

Eu conheci a cor cinza, olhos azuis, uma mulher gravida, um filho com duvidas, uma primeira noite, brigas, pedidos, conselhos e inspirações.

Oitavo dia

O protagonista escrevia poesias, porém, depois de seu casamento não havia encontrado mais inspiração. As brigas se tornaram frequentes e então ele decidiu procurar por um emprego normal.
O escritório era bonito, o local era fresco devido ao ar-condicionado e os empregados eram boa gente, como ele.
Conheceu um homem ao qual perguntou se todos os casamentos eram assim. O homem disse um número alto em porcentagem, referindo-se ao tanto de casamentos que eram assim.
Isso foi antes de o protagonista conhecer certos olhos azuis. Nunca suas poesias haviam sido tão perfeitas depois de ter esquecido as chaves e não ter voltado para buscá-las.
Continuou no emprego mesmo assim.
Continuou a ser pai mesmo assim.
Continuou vivendo mesmo assim.
Continuou encontrando-a algumas noites.

Setimo dia

Em uma daquelas noites algo diferente aconteceu: Ela pediu que ele se divorciasse.
Ele negou com a desculpa de que teria um filho da outra.
Ela alegou que também esperava um filho.
Foi a primeira vez que o protagonista pensou em suicídio.
Só pensou...
Voltou para casa e teve uma falsa madrugada de amor com a esposa.
Ela disse que ele tinha se aperfeiçoado e ele aceitou como um elogio, agradecendo-a.
"Digamos que eu tenha frequentado a escola." Pensou.
Ela o beijou e desejou uma boa-noite sincera, quando ele desejou, não era tão sincera assim.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sexto dia

"Devia ter me casado com um homem rico."
O bebê começou a chorar.
"Veja, você está sempre assustando ele."
"Não! Você que não tem sido um bom pai!"
"Eu acho que o que acontece aqui é justamente o contrário."
O fim foi uma noite fora de casa. Uma noite cheia de cabelos ruivos, faces pálidas e olhos azuis.
O outro dia foi cheio de questionamentos.
"Estive com amigos."
"E me diz que é um bom pai."
Nem ele tinha certeza de que era.
O maior erro que cometera foi ter casado com aquele mulher. Pensou ele.
Ela pensou o contrário, amava aquele homem, mesmo não demonstrar isso em palavras.
O filho pensou em chorar, se é que bebês pensam.
A ruiva saía de um bar com alguns amigos a espera dele. Parece que a discussão do dia não foi suficiente para trazê-lo naquela noite. Ela se sentiu tonta e cambaleou.
Os amigos seguraram.
"Estou bem." Ela disse. "Bebi demais."
Ela não tinha bebido nem metade de um Martini pra dizer a verdade.
Deu uma ultima olhada na esquina, nada viu, entrou no carro.

Quinto dia

A primeira noite que passaram juntos foi a noite mais rápida de sua vida.
"Escute, temos que nos encontrar menos."
"É ela?"
"Sim."
"Não aceito."
Que escolha ele tinha? Nenhuma, ou tinha? Pulou essa parte para a repetição da segunda linha, e ela repetiu a quinta. Isso gerou uma discussão não pior do que as que aconteciam em casa com a outra, mas foi a primeira discussão.
A primeira noite, a primeira discussão.
Porque tudo tinha que ter um começo?

Quarto dia

Um dia seu filho lhe fez a pergunta que todos os filhos de quatro anos de idade perguntam a seus pais: a de onde vieram.
Cegonhas não são mais desculpas aceitáveis.
"Pergunte a sua mãe."
Foi o máximo que pôde dizer.
O menino insistiu.
"Digamos que você foi fruto de um momento de prazer."
O menino ficou confuso.
"Como comer morangos?" Insistiu.
"Quase como isso."
O menino não comeu morangos até descobrir sobre a sexualidade, não queria ser pai com quatro anos de idade.

Terceiro dia

Ela o chamou de estúpido.
Estúpido não é a palavra que um homem gosta de ouvir quando passou por horas difíceis no trabalho e discussões intensas com seu chefe por ter se esquecido de tirar uma cópia de algum dos milhares de documentos existentes naquele contrato.
Mas essa era a palavra que ele mais ouvia naquela casa.
Estúpido, estúpido e estúpido.
Vamos ser francos, ele realmente era estúpido, mas tudo a seu tempo.
Ela atirou os pratos na pia e se apoiou nela para chorar. Ele se explicou: Não tinha o coração tão frio.
"Você está para ser pai dentro de semanas." Disse ela. "E eu estou tão nervosa, preciso de apoio moral neste momento, e onde está você em todas essas noites?"
Isso cortou-lhe em dois, ele se achava presente, sim.
Aliás, esquecia, ou ao menos tentava esquecer de que ia ser pai.
Um dia, estava assim morto. Em outro, vivia seu maior sonho em vida com certos olhos azuis.

Segundo dia

Ele devia ter pego as chaves.
Esquecera-se delas, só se deu conta do erro quando já estava a bons metros de distância da casa. Já era tarde.
Andou mais um pouco e pensou que devia ter pego-as. Eu digo a você: ele devia.
Andou outros passos, outros, outros.
Era uma mulher encantadora aquela na qual esbarrou na pressa. Seu cabelo tinha o ruivo mais delicado que ele já vira, e seu rosto parecia ter sido esculpido com a mais perfeita precisão. O resto não preciso dizer, apenas sobre o azul dos olhos.
Ele tirou o paletó.
"Me desculpe."
Abaixou e recolheu os papeis que fizera cair.
"Não tem problema."
"Não, não, me desculpe, sou um desastrado."
Dentro de algumas horas estariam se beijando em um quarto de motel.

Primeiro dia

As cores acinzentadas eram provas de que o mal-pressagio não era apenas uma sensação boba. Algumas horas depois disso ficou mais claro: Ela viria.
E para quem ele daria seus ultimos conselhos?
Para quem diria adeus?
Quem abraçaria por ultimo?
Quem beijaria?
Diria o nome de quem no fim de tudo?
Estava escuro, a luz havia acabado? O que aconteceu com o sol? Tinha parado de nascer?
As trevas engoliam cada vez mais os sentimentos restantes, diluindo-os em lagrimas, reduzindo-os a pó se fossem materia. Talvez em tempos ninguém sofrera tanto assim.
Perguntou à deus o porque.
Perguntou à escuridão o porque.
Perguntou à si mesmo o porque.
Mas já sabia, estava claro, era a unica coisa clara naquele lugar.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Falsos Sonhos

Com ou sem você eu continuo, a vida segue em frente, mesmo que você não note.
Talvez algum dia eu te diga o que passou aqui dentro, bem dentro de mim. Os conflitos comigo mesmo, as confusões, os prazeres, as dores, as fantasias.
Talvez algum dia, riremos de tudo isso aqui, vamos rir de nós, eu de você, você de mim.
Talvez algum, outra manhã de sol nascerá, só para nós dois. E ainda nesse dia poderemos esquecer e olhar pra frente.
Talvez ainda você me diga que o que senti foi o mesmo que você sentia.
Sonho não sei, as vezes não é real, mas ninguém disse que é impossivel, queria que um dia sonhos fossem realidade, eu seria a pessoa mais feliz do mundo.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Desejo

Não, isso não funciona.
Estou sentado em casa doente, com um repugnante gosto na boca, e o meu sentido do olfato está um pouco abalado.
Mas que droga.
Então não, isso não funciona mais. O tempo passa muito devagar, e eu não sei para onde ele vai ..
tudo passa ao meu redor, e não com a droga do meu ser.
Vejo um movimento constante em torno de mim, e eu estou aqui, quieto.
Tento agarrá-lo, mas tudo é arrancado de minhas mãos, é tão incrivelmente difícil e eu estou tão cansado.

E você não sabe o quanto isso significa ...
se você se importasse, se você se importasse com a minha própria existência...

Por: Hanna Sabo (http://letsplaydoctor.blogg.se/)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O homem não tem poder algum sobre aquilo que cria

Nunca se sabe quando vamos encontrar o poder, quando vamos nos tornar realmente poderosos e controladores do planeta, e poder realmente dizer: "Deus é o homem".
Isso é o que o homem vem tentando fazer a séculos, tentando provar que é Deus, ou tão poderoso quanto ele.
Mas qual obra prima sobreviveu a bilhões de anos até agora? Seriamos nós capazes de imitar tal grandeza? Somos poderosos?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

X-Static Process

Eu não sou eu mesmo quando estás por perto
Eu não sou eu mesmo em uma multidão
Eu não sou eu mesmo
Eu não sei como
Eu não sou eu mesmo agora

Jesus Cristo vai olhar para mim
Não sei quem eu deveria ser
Realmente não sei se
Eu deveria me importar
Quando estás por perto
Eu não sei quem sou eu

Eu não sou eu mesmo quando estás quieta
Eu não sou eu mesmo sozinho à noite
Eu não sou eu mesmo e não sei para quem ligar
Eu não, não sou eu mesmo

Eu sempre desejei encontrar
Alguém tão bonita quanto você
Mas no processo me esqueci
Que eu também era especial

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O tempo voa

Os dias passam.
Seres humanos se apaixonam.
Eu fico te esperando.