quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
E naquela semana
Fiquei sabendo de um telefonema, poesias para a pessoa errada, pessoas que falavam sozinhas, apresentações, um aniversário, uma musica e ciúmes.
Décimo-quinto dia
Ele nunca imaginaria que ela sentisse ciúmes, mas ela sentia.
Toda vez que ele beijava a outra em sua frente ela sentia.
Quando chamava seu filho "oficial" de filho e seu filho "alternativo" de garoto, ela sentia.
Se ele dissesse que amava a esposa em sua frente, ela sentiria.
Quando ele a esnobava, idem.
Era uma rotina, o ciúmes.
Já era rotina.
Toda vez que ele beijava a outra em sua frente ela sentia.
Quando chamava seu filho "oficial" de filho e seu filho "alternativo" de garoto, ela sentia.
Se ele dissesse que amava a esposa em sua frente, ela sentiria.
Quando ele a esnobava, idem.
Era uma rotina, o ciúmes.
Já era rotina.
Décimo-quarto dia
"Eu não sabia que tocava piano."
"E eu não sabia que ainda estava aqui."
"Estou ajudando na limpeza."
"Ótimo."
Ela sentou-se ao lado dele.
"Posso tentar?"
"Vá em frente."
Tocaram juntos.
"Meu tio-avô me ensinou alguma coisa."
"Estou vendo."
Ela tocava até que bem.
"Eu queria não ser um estorvo." Ela disse.
"É culpa minha."
"Tem razão."
E aí veio o beijo.
Aí vieram os passos.
Aí veio a desculpa, e ela se foi.
A esposa tomou o lugar dela naquela noite.
"E eu não sabia que ainda estava aqui."
"Estou ajudando na limpeza."
"Ótimo."
Ela sentou-se ao lado dele.
"Posso tentar?"
"Vá em frente."
Tocaram juntos.
"Meu tio-avô me ensinou alguma coisa."
"Estou vendo."
Ela tocava até que bem.
"Eu queria não ser um estorvo." Ela disse.
"É culpa minha."
"Tem razão."
E aí veio o beijo.
Aí vieram os passos.
Aí veio a desculpa, e ela se foi.
A esposa tomou o lugar dela naquela noite.
Décimo-terceiro dia
Elas faziam um bolo de aniversário de um ano enquanto conversavam.
Ele só pensava na bomba que explodiria um dia com elas juntas.
Quando olhos azuis foram amarrar bexigas no jardim, ele os seguiu. Lá, pegou bexigas para um disfarce de conversa.
"Não sei como começou." Disse enquanto amarrava bexigas. "Mas sua amizade com minha mulher me incomoda."
"Acho que minha presença é o que te incomoda."
Era verdade.
Tudo nela agora o incomodava: os olhos, o cabelo e sua cor, a face pálida e perfeita, tudo.
"Você está linda neste vestido."
E saiu para ajudar a esposa na cozinha.
Ele só pensava na bomba que explodiria um dia com elas juntas.
Quando olhos azuis foram amarrar bexigas no jardim, ele os seguiu. Lá, pegou bexigas para um disfarce de conversa.
"Não sei como começou." Disse enquanto amarrava bexigas. "Mas sua amizade com minha mulher me incomoda."
"Acho que minha presença é o que te incomoda."
Era verdade.
Tudo nela agora o incomodava: os olhos, o cabelo e sua cor, a face pálida e perfeita, tudo.
"Você está linda neste vestido."
E saiu para ajudar a esposa na cozinha.
Décimo-segundo dia
Ela apareceu na porta com um bebe ruivo.
Ele perguntou o que ele fazia lá.
Ela disse que queria mostrar seu filho.
Realmente, era lindo, mas ali não era hora e nem lugar, e não tardou até que a esposa aparecesse.
"O filho da advogada." Disse ele.
A advogada forçou um sorriso.
"Mas que lindo bebê." A esposa disse. "E que bela advogada."
"Obrigada, aliás, meu nome é Dulce." A advogada apertou a mão da esposa.
"Prazer, Dulce, sou Susan."
Trocaram sorrisos enquanto o protagonista passava por apuros.
"Entre, Dulce." A esposa convidou.
Ele não pôde impedir, mas elas ficaram amigas.
Ele perguntou o que ele fazia lá.
Ela disse que queria mostrar seu filho.
Realmente, era lindo, mas ali não era hora e nem lugar, e não tardou até que a esposa aparecesse.
"O filho da advogada." Disse ele.
A advogada forçou um sorriso.
"Mas que lindo bebê." A esposa disse. "E que bela advogada."
"Obrigada, aliás, meu nome é Dulce." A advogada apertou a mão da esposa.
"Prazer, Dulce, sou Susan."
Trocaram sorrisos enquanto o protagonista passava por apuros.
"Entre, Dulce." A esposa convidou.
Ele não pôde impedir, mas elas ficaram amigas.
Décimo-primeiro dia
Afinal, o que ele estava fazendo ali naquela escuridão complexa? Ele ouviu a própria voz questionar isso e respondeu a ela.
Tentou levantar mas não pareceu se mover.
Estava frio, e escuro.
O único consolo era ouvir a própria voz, e ele o fez. Citou livros e livros dos mais belos poemas que havia lido em toda a sua vida.
Tentou levantar mas não pareceu se mover.
Estava frio, e escuro.
O único consolo era ouvir a própria voz, e ele o fez. Citou livros e livros dos mais belos poemas que havia lido em toda a sua vida.
Décimo dia
Enquanto misturava os ingredientes para fazer uma torta, ela encontrou a pasta de poesias dele sobre a mesa. A curiosidade, como sempre, falou mais alto, ela deixou a mistura sobre a mesa e abriu a pasta.
Ao ler a primeira poesia, examinou-a.
Leu a segunda.
A terceira.
Sentiu algo escorrer de seus olhos.
Limpou a lágrima.
"Ele me ama"
Ele entrou na cozinha.
"Ainda me ama."
Ela se levantou e beijou-o.
Ele ficou confuso.
Pouco amor renasceu ali.
Ao ler a primeira poesia, examinou-a.
Leu a segunda.
A terceira.
Sentiu algo escorrer de seus olhos.
Limpou a lágrima.
"Ele me ama"
Ele entrou na cozinha.
"Ainda me ama."
Ela se levantou e beijou-o.
Ele ficou confuso.
Pouco amor renasceu ali.
Nono dia
Ela decidiu perguntar por onde ele andava em todas aquelas noites nas quais ela chorava sozinha na cama.
"Eu preciso ficar sozinho com minhas ideias."
"A cozinha é um lugar solitário e quieto a noite."
Ele só lançou um olhar desaprovador e ela se calou.
O telefone tocou e ela atendeu.
Uma voz suave perguntou dele, a voz era de uma mulher ruiva de olhos azuis.
A esposa estava prestes a perguntar quem era mas ele tomou o telefone de sua mão e simulou uma conversa segura.
Na cama ele alegou ser a advogada.
"Não sabia que ele tinha uma advogada." Ela pensou.
"Não sabia que ela tinha meu telefone." Ele pensou.
"Eu preciso ficar sozinho com minhas ideias."
"A cozinha é um lugar solitário e quieto a noite."
Ele só lançou um olhar desaprovador e ela se calou.
O telefone tocou e ela atendeu.
Uma voz suave perguntou dele, a voz era de uma mulher ruiva de olhos azuis.
A esposa estava prestes a perguntar quem era mas ele tomou o telefone de sua mão e simulou uma conversa segura.
Na cama ele alegou ser a advogada.
"Não sabia que ele tinha uma advogada." Ela pensou.
"Não sabia que ela tinha meu telefone." Ele pensou.
E naquela semana
Eu conheci a cor cinza, olhos azuis, uma mulher gravida, um filho com duvidas, uma primeira noite, brigas, pedidos, conselhos e inspirações.
Oitavo dia
O protagonista escrevia poesias, porém, depois de seu casamento não havia encontrado mais inspiração. As brigas se tornaram frequentes e então ele decidiu procurar por um emprego normal.
O escritório era bonito, o local era fresco devido ao ar-condicionado e os empregados eram boa gente, como ele.
Conheceu um homem ao qual perguntou se todos os casamentos eram assim. O homem disse um número alto em porcentagem, referindo-se ao tanto de casamentos que eram assim.
Isso foi antes de o protagonista conhecer certos olhos azuis. Nunca suas poesias haviam sido tão perfeitas depois de ter esquecido as chaves e não ter voltado para buscá-las.
Continuou no emprego mesmo assim.
Continuou a ser pai mesmo assim.
Continuou vivendo mesmo assim.
Continuou encontrando-a algumas noites.
O escritório era bonito, o local era fresco devido ao ar-condicionado e os empregados eram boa gente, como ele.
Conheceu um homem ao qual perguntou se todos os casamentos eram assim. O homem disse um número alto em porcentagem, referindo-se ao tanto de casamentos que eram assim.
Isso foi antes de o protagonista conhecer certos olhos azuis. Nunca suas poesias haviam sido tão perfeitas depois de ter esquecido as chaves e não ter voltado para buscá-las.
Continuou no emprego mesmo assim.
Continuou a ser pai mesmo assim.
Continuou vivendo mesmo assim.
Continuou encontrando-a algumas noites.
Setimo dia
Em uma daquelas noites algo diferente aconteceu: Ela pediu que ele se divorciasse.
Ele negou com a desculpa de que teria um filho da outra.
Ela alegou que também esperava um filho.
Foi a primeira vez que o protagonista pensou em suicídio.
Só pensou...
Voltou para casa e teve uma falsa madrugada de amor com a esposa.
Ela disse que ele tinha se aperfeiçoado e ele aceitou como um elogio, agradecendo-a.
"Digamos que eu tenha frequentado a escola." Pensou.
Ela o beijou e desejou uma boa-noite sincera, quando ele desejou, não era tão sincera assim.
Ele negou com a desculpa de que teria um filho da outra.
Ela alegou que também esperava um filho.
Foi a primeira vez que o protagonista pensou em suicídio.
Só pensou...
Voltou para casa e teve uma falsa madrugada de amor com a esposa.
Ela disse que ele tinha se aperfeiçoado e ele aceitou como um elogio, agradecendo-a.
"Digamos que eu tenha frequentado a escola." Pensou.
Ela o beijou e desejou uma boa-noite sincera, quando ele desejou, não era tão sincera assim.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Sexto dia
"Devia ter me casado com um homem rico."
O bebê começou a chorar.
"Veja, você está sempre assustando ele."
"Não! Você que não tem sido um bom pai!"
"Eu acho que o que acontece aqui é justamente o contrário."
O fim foi uma noite fora de casa. Uma noite cheia de cabelos ruivos, faces pálidas e olhos azuis.
O outro dia foi cheio de questionamentos.
"Estive com amigos."
"E me diz que é um bom pai."
Nem ele tinha certeza de que era.
O maior erro que cometera foi ter casado com aquele mulher. Pensou ele.
Ela pensou o contrário, amava aquele homem, mesmo não demonstrar isso em palavras.
O filho pensou em chorar, se é que bebês pensam.
A ruiva saía de um bar com alguns amigos a espera dele. Parece que a discussão do dia não foi suficiente para trazê-lo naquela noite. Ela se sentiu tonta e cambaleou.
Os amigos seguraram.
"Estou bem." Ela disse. "Bebi demais."
Ela não tinha bebido nem metade de um Martini pra dizer a verdade.
Deu uma ultima olhada na esquina, nada viu, entrou no carro.
O bebê começou a chorar.
"Veja, você está sempre assustando ele."
"Não! Você que não tem sido um bom pai!"
"Eu acho que o que acontece aqui é justamente o contrário."
O fim foi uma noite fora de casa. Uma noite cheia de cabelos ruivos, faces pálidas e olhos azuis.
O outro dia foi cheio de questionamentos.
"Estive com amigos."
"E me diz que é um bom pai."
Nem ele tinha certeza de que era.
O maior erro que cometera foi ter casado com aquele mulher. Pensou ele.
Ela pensou o contrário, amava aquele homem, mesmo não demonstrar isso em palavras.
O filho pensou em chorar, se é que bebês pensam.
A ruiva saía de um bar com alguns amigos a espera dele. Parece que a discussão do dia não foi suficiente para trazê-lo naquela noite. Ela se sentiu tonta e cambaleou.
Os amigos seguraram.
"Estou bem." Ela disse. "Bebi demais."
Ela não tinha bebido nem metade de um Martini pra dizer a verdade.
Deu uma ultima olhada na esquina, nada viu, entrou no carro.
Quinto dia
A primeira noite que passaram juntos foi a noite mais rápida de sua vida.
"Escute, temos que nos encontrar menos."
"É ela?"
"Sim."
"Não aceito."
Que escolha ele tinha? Nenhuma, ou tinha? Pulou essa parte para a repetição da segunda linha, e ela repetiu a quinta. Isso gerou uma discussão não pior do que as que aconteciam em casa com a outra, mas foi a primeira discussão.
A primeira noite, a primeira discussão.
Porque tudo tinha que ter um começo?
"Escute, temos que nos encontrar menos."
"É ela?"
"Sim."
"Não aceito."
Que escolha ele tinha? Nenhuma, ou tinha? Pulou essa parte para a repetição da segunda linha, e ela repetiu a quinta. Isso gerou uma discussão não pior do que as que aconteciam em casa com a outra, mas foi a primeira discussão.
A primeira noite, a primeira discussão.
Porque tudo tinha que ter um começo?
Quarto dia
Um dia seu filho lhe fez a pergunta que todos os filhos de quatro anos de idade perguntam a seus pais: a de onde vieram.
Cegonhas não são mais desculpas aceitáveis.
"Pergunte a sua mãe."
Foi o máximo que pôde dizer.
O menino insistiu.
"Digamos que você foi fruto de um momento de prazer."
O menino ficou confuso.
"Como comer morangos?" Insistiu.
"Quase como isso."
O menino não comeu morangos até descobrir sobre a sexualidade, não queria ser pai com quatro anos de idade.
Cegonhas não são mais desculpas aceitáveis.
"Pergunte a sua mãe."
Foi o máximo que pôde dizer.
O menino insistiu.
"Digamos que você foi fruto de um momento de prazer."
O menino ficou confuso.
"Como comer morangos?" Insistiu.
"Quase como isso."
O menino não comeu morangos até descobrir sobre a sexualidade, não queria ser pai com quatro anos de idade.
Terceiro dia
Ela o chamou de estúpido.
Estúpido não é a palavra que um homem gosta de ouvir quando passou por horas difíceis no trabalho e discussões intensas com seu chefe por ter se esquecido de tirar uma cópia de algum dos milhares de documentos existentes naquele contrato.
Mas essa era a palavra que ele mais ouvia naquela casa.
Estúpido, estúpido e estúpido.
Vamos ser francos, ele realmente era estúpido, mas tudo a seu tempo.
Ela atirou os pratos na pia e se apoiou nela para chorar. Ele se explicou: Não tinha o coração tão frio.
"Você está para ser pai dentro de semanas." Disse ela. "E eu estou tão nervosa, preciso de apoio moral neste momento, e onde está você em todas essas noites?"
Isso cortou-lhe em dois, ele se achava presente, sim.
Aliás, esquecia, ou ao menos tentava esquecer de que ia ser pai.
Um dia, estava assim morto. Em outro, vivia seu maior sonho em vida com certos olhos azuis.
Estúpido não é a palavra que um homem gosta de ouvir quando passou por horas difíceis no trabalho e discussões intensas com seu chefe por ter se esquecido de tirar uma cópia de algum dos milhares de documentos existentes naquele contrato.
Mas essa era a palavra que ele mais ouvia naquela casa.
Estúpido, estúpido e estúpido.
Vamos ser francos, ele realmente era estúpido, mas tudo a seu tempo.
Ela atirou os pratos na pia e se apoiou nela para chorar. Ele se explicou: Não tinha o coração tão frio.
"Você está para ser pai dentro de semanas." Disse ela. "E eu estou tão nervosa, preciso de apoio moral neste momento, e onde está você em todas essas noites?"
Isso cortou-lhe em dois, ele se achava presente, sim.
Aliás, esquecia, ou ao menos tentava esquecer de que ia ser pai.
Um dia, estava assim morto. Em outro, vivia seu maior sonho em vida com certos olhos azuis.
Segundo dia
Ele devia ter pego as chaves.
Esquecera-se delas, só se deu conta do erro quando já estava a bons metros de distância da casa. Já era tarde.
Andou mais um pouco e pensou que devia ter pego-as. Eu digo a você: ele devia.
Andou outros passos, outros, outros.
Era uma mulher encantadora aquela na qual esbarrou na pressa. Seu cabelo tinha o ruivo mais delicado que ele já vira, e seu rosto parecia ter sido esculpido com a mais perfeita precisão. O resto não preciso dizer, apenas sobre o azul dos olhos.
Ele tirou o paletó.
"Me desculpe."
Abaixou e recolheu os papeis que fizera cair.
"Não tem problema."
"Não, não, me desculpe, sou um desastrado."
Dentro de algumas horas estariam se beijando em um quarto de motel.
Esquecera-se delas, só se deu conta do erro quando já estava a bons metros de distância da casa. Já era tarde.
Andou mais um pouco e pensou que devia ter pego-as. Eu digo a você: ele devia.
Andou outros passos, outros, outros.
Era uma mulher encantadora aquela na qual esbarrou na pressa. Seu cabelo tinha o ruivo mais delicado que ele já vira, e seu rosto parecia ter sido esculpido com a mais perfeita precisão. O resto não preciso dizer, apenas sobre o azul dos olhos.
Ele tirou o paletó.
"Me desculpe."
Abaixou e recolheu os papeis que fizera cair.
"Não tem problema."
"Não, não, me desculpe, sou um desastrado."
Dentro de algumas horas estariam se beijando em um quarto de motel.
Primeiro dia
As cores acinzentadas eram provas de que o mal-pressagio não era apenas uma sensação boba. Algumas horas depois disso ficou mais claro: Ela viria.
E para quem ele daria seus ultimos conselhos?
Para quem diria adeus?
Quem abraçaria por ultimo?
Quem beijaria?
Diria o nome de quem no fim de tudo?
Estava escuro, a luz havia acabado? O que aconteceu com o sol? Tinha parado de nascer?
As trevas engoliam cada vez mais os sentimentos restantes, diluindo-os em lagrimas, reduzindo-os a pó se fossem materia. Talvez em tempos ninguém sofrera tanto assim.
Perguntou à deus o porque.
Perguntou à escuridão o porque.
Perguntou à si mesmo o porque.
Mas já sabia, estava claro, era a unica coisa clara naquele lugar.
E para quem ele daria seus ultimos conselhos?
Para quem diria adeus?
Quem abraçaria por ultimo?
Quem beijaria?
Diria o nome de quem no fim de tudo?
Estava escuro, a luz havia acabado? O que aconteceu com o sol? Tinha parado de nascer?
As trevas engoliam cada vez mais os sentimentos restantes, diluindo-os em lagrimas, reduzindo-os a pó se fossem materia. Talvez em tempos ninguém sofrera tanto assim.
Perguntou à deus o porque.
Perguntou à escuridão o porque.
Perguntou à si mesmo o porque.
Mas já sabia, estava claro, era a unica coisa clara naquele lugar.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Falsos Sonhos
Com ou sem você eu continuo, a vida segue em frente, mesmo que você não note.
Talvez algum dia eu te diga o que passou aqui dentro, bem dentro de mim. Os conflitos comigo mesmo, as confusões, os prazeres, as dores, as fantasias.
Talvez algum dia, riremos de tudo isso aqui, vamos rir de nós, eu de você, você de mim.
Talvez algum, outra manhã de sol nascerá, só para nós dois. E ainda nesse dia poderemos esquecer e olhar pra frente.
Talvez ainda você me diga que o que senti foi o mesmo que você sentia.
Sonho não sei, as vezes não é real, mas ninguém disse que é impossivel, queria que um dia sonhos fossem realidade, eu seria a pessoa mais feliz do mundo.
Talvez algum dia eu te diga o que passou aqui dentro, bem dentro de mim. Os conflitos comigo mesmo, as confusões, os prazeres, as dores, as fantasias.
Talvez algum dia, riremos de tudo isso aqui, vamos rir de nós, eu de você, você de mim.
Talvez algum, outra manhã de sol nascerá, só para nós dois. E ainda nesse dia poderemos esquecer e olhar pra frente.
Talvez ainda você me diga que o que senti foi o mesmo que você sentia.
Sonho não sei, as vezes não é real, mas ninguém disse que é impossivel, queria que um dia sonhos fossem realidade, eu seria a pessoa mais feliz do mundo.
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