Ele devia ter pego as chaves.
Esquecera-se delas, só se deu conta do erro quando já estava a bons metros de distância da casa. Já era tarde.
Andou mais um pouco e pensou que devia ter pego-as. Eu digo a você: ele devia.
Andou outros passos, outros, outros.
Era uma mulher encantadora aquela na qual esbarrou na pressa. Seu cabelo tinha o ruivo mais delicado que ele já vira, e seu rosto parecia ter sido esculpido com a mais perfeita precisão. O resto não preciso dizer, apenas sobre o azul dos olhos.
Ele tirou o paletó.
"Me desculpe."
Abaixou e recolheu os papeis que fizera cair.
"Não tem problema."
"Não, não, me desculpe, sou um desastrado."
Dentro de algumas horas estariam se beijando em um quarto de motel.
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