Uma tarde comum na casa do protagonista.
Ele escrevia.
A esposa limpava.
O filho assistia a TV.
O telefone tocou e a esposa atendeu.
"Oh, olá, Dulce!"
"Que quer Dulce agora?" Pensou o protagonista.
Ele mentiam pra si mesmo a vontade de passar a mão naqueles cabelos ruivos e macios. Acariciar aquele rosto suave e pálido. Beijar seu pescoço...
"Que bom! E qual é o nome dele?"
O poeta ficou confuso.
"Oh espero que sejam felizes!"
O resto da conversa não é tão interessante.
"Ela vai se casar." Disse-lhe a esposa.
"Quando?"
"Em dois meses."
Pois em dois meses perderia os olhos azuis.
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